Seu Dog

Problemas comportamentais com o seu cão? Veja as causas mais comuns

Nenhum cachorro vem com um manual – e isso seria ótimo, certo? – mas alguns problemas comportamentais se repetem. Em muitos casos nós, proprietários, contribuímos muito, mas há outras razões.

1. Genética
A maioria dos cães, como os humanos, acaba parecendo pais, não apenas na aparência, mas também no comportamento – a personalidade é fortemente controlada pela genética. Se ambos os pais são cães calmos, obedientes e gentis, há uma grande chance de que os descendentes também o sejam. Nossa dica é sempre tentar conhecer os “pais” ao escolher o filhote.

2. Falta de socialização
Escolhendo um filhote bem socializado é uma das chaves para ter um cão adulto bem comportado. Claro, isso nem sempre é possível, a menos que a chegada do novo membro da matilha seja planejada. Se você pretende ficar peludo, não se apresse. É muito importante que o filhote viva com a mãe e os irmãos até pelo menos 49 dias de vida, uma vez que muitas regras básicas de coexistência, higiene e lições sobre como ser cordial são transmitidas nesta fase. Se a criança pobre foi separada muito cedo da família, a tarefa será sua. O ideal é que o animal seja socializado com outros cães e experimente as mais diversas situações que irá enfrentar durante a sua vida, como viver com crianças, adultos, idosos e outros animais, exposição a ruídos, passeios de carro, etc.

Filhotes que são bem socializados na primeira fase da vida são mais propensos a se tornarem adultos calmos, confiantes e bem comportados – e o inverso, na maioria dos casos (e infelizmente), também é verdadeiro. A condução equivocada na primeira infância pode levar a traumas permanentes, como medo de pessoas e outros cães, sons, objetos e ambientes.

3. Seja claro
Muitas pessoas têm uma crença irracional e equivocada de que os cães devem de alguma forma saber “naturalmente” como se comportar bem, o que é de fato um conceito humano: não se pode esperar que os cães saibam a diferença entre “bom” comportamento. “Eles precisam ser treinados para se comportarem da maneira que seus donos desejam, e isso leva tempo, exige paciência e compromisso.

Normalmente, o proprietário precisa investir cerca de 20 minutos por dia treinando seu cão (não necessariamente de uma só vez). Isso precisa acontecer dia após dia, semana após semana, mês após mês. Pode ser combinado com atividades diárias, como caminhadas, mas precisa ser feito. Você não pode esperar que um cão aprenda a se comportar se você não o ensinar através de aulas regulares.

4. Dominância não funciona
A antiga crença de que os cães funcionavam em uma escala social rígida, hierárquica e baseada em matilha se mostrou questionável, mas infelizmente muitas pessoas ainda baseiam seu treinamento canino no princípio da dominação. Se um cachorro rosna ou racha, tentar parar o comportamento aterrorizando o animal com intimidação física só piorará a situação. Para evitar que o mau comportamento inicie e para curar cães que desenvolveram maus hábitos, é importante ouvir especialistas comportamentais atualizados com a compreensão atual do cérebro canino. Tentar bater nos cães quando eles se comportam mal só piora as coisas.

O reforço positivo, por outro lado, faz verdadeiros milagres no aprendizado e no relacionamento homem-cão.

5. experiências negativas
Muitos tipos de mau comportamento, até mesmo agressividade, decorrem do medo e da ansiedade. Se os proprietários tiverem o cuidado de evitar expor seus animais de estimação a experiências fortemente negativas, é menos provável que esses comportamentos ruins se desenvolvam.

6. A falha pode ser hormônios
Hormônios têm um efeito significativo no comportamento do cão. Em particular, a testosterona tende a tornar os machos mais dominantes, mais territoriais e mais interessados ​​em entrar em conflito com outros cães. Assim, na maioria dos casos, um cão castrado pode ser um lugar melhor (embora haja exceções), assim como não urinar em torno do território de marcação da casa. A resposta certa para a questão “castrar ou não” depende de detalhes individuais, por isso, em caso de dúvida, é melhor discutir isso com seu veterinário. Vale lembrar, no entanto, que a castração também evita inúmeros problemas de saúde ao longo da vida.

7. Excesso de humanização
“Ele entende cada palavra.” “Ele sabe quando ele fez errado.” “Ele não queria morder.” Os proprietários costumam fazer essas declarações com a crença de que seus cães têm uma habilidade semelhante à humana para entender o que está acontecendo ao seu redor. A verdade é que os cães são cães e, embora tenham uma notável capacidade cognitiva, não conseguem entender as sutilezas da linguagem humana ou seus códigos morais. Se os proprietários tentarem corrigir o mau comportamento em cães, tratando-os como mini-humanos, o problema não será resolvido. Este é o caso, por exemplo, de cães que latem sem parar porque querem dormir no quarto dos donos. A tendência, entre tantos do amanhecer, é abrir a porta e dar uma briga. Ainda que o peludo pára por alguns instantes, já obteve sua intenção, que é receber atenção.

8. Falta de limites
É importante que o cão aprenda as regras da casa e que todos falem a mesma língua para não confundir a cabeça do pobre peludo. Imagine que a mamãe deixa você no sofá, papai não. O pai compartilha o lanche com o cachorro, a mãe só dá comida. Você não acha que a cabeça do garotinho vai dar um nó?

9. Falta de exercício
Um cão típico precisa de ser exercitado MÍNIMO durante meia hora, duas vezes por dia, e isto não inclui andar no relvado do edifício. Para ter uma boa cabeça, os cães precisam de exercícios fortes e interessantes (visitando lugares diferentes, encontrando outros animais, tendo a chance de correr sem um guia em um lugar seguro). Se eles não têm essa chance, eles acabam frustrados, entediados e propensos a se comportar mal – seu sofá que diz isso.

10. Você não pode sempre resolver isso sozinho.
Se você tem um cachorro mal comportado, é muito provável que seja de sua responsabilidade – ou pelo menos uma boa parte dele. Mas a partir daí até você perceber que os equívocos têm fundamento – em muitos casos, pedir ajuda de um behaviorista é o mais apropriado. Alguém com treinamento e experiência pode identificar os principais mal-entendidos em seu relacionamento e ajudar a mudar essa imagem.

Fonte: O Telégrafo

Deixe um comentário